01 junho 2007

Foi ontem. (Ou hoje?). Acho que sempre.

A DAY IN THE LIFE
(Esperança)

...Ele estourou sua cabeça em um carro
Ele não percebeu que o sinal tinha fechado
Uma multidão de pessoas ficou e olhou
Eles tinham visto seu rosto antes
Ninguém estava realmente certo se ele era do Senado...

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40 ANOS DA MAIS PURA FANTASIA REAL JAMAIS VISTA.

Momento Cultura.

Aqui em BH, na Praça da Liberdade, há 4 homens num bate-papo eterno sobre a realidade de nossas vidas, com direito a arte, poesia e filosofia que diariamente nos circundam. A revelia deles, é claro, tomei a liberdade (desculpem) de fotografá-los. Ei-los, pois.







Otto Lara Resende
01/05/1922 - 28/12/1992

Otto de Oliveira Lara Resende nasceu no dia 1° de maio de 1922, numa casa na Rua da Matola, 9, em São João del Rei, Minas Gerais. Seu pai, Antônio de Lara Resende, era professor, gramático e memorialista, além de legítimo representante da Tradicional Família Mineira (TFM). Casado com D. Maria Julieta de Oliveira teve 20 filhos, dos quais Otto era o quarto.

"Uma criança vê o que um adulto não vê. Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que de tão visto ninguém vê. Há pai que nunca viu o próprio filho. Marido que nunca viu a própria mulher. Isso exige às pampas. Nossos olhos se gastam no dia-a-dia, opacos.

É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença."



(Vista cansada).


Fernando Sabino
12/10/1923 - 11/10/2004

Fernando Tavares Sabino nasceu a 12 de outubro de 1923, Dia da Criança, em Belo Horizonte, filho do procurador de partes e representante comercial Domingos Sabino, e de D. Odete Tavares Sabino.

"(...) A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura — ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido — vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso. Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso."







(A Última Crônica)


Paulo Mendes Campos
28/02/1922 - 01/07/1991

Nasceu a 28 de fevereiro de 1922, em Belo Horizonte - MG, filho do médico e escritor Mário Mendes Campos e de D. Maria José de Lima Campos.

"A meu avô Cesário devo este horror pelos cães, o pescoço musculoso, o riso acima de minhas posses, o pressentimento de uma velhice turbulenta

(...) A minha avó Margarida, a maneira leve de pisar e fechar portas.

A Minas Gerais, a minha sede, o jeito oblíquo e contraditório, os movimentos de bondade (todos), o hábito de andanças pela noite escura (da alma, naturalmente), a procrastinação interminável, como um negócio de cavalos à porta de uma venda."





("Meditações Imaginárias")


Hélio Pellegrino
05/01/1924 - 23/03/1988

Nasce em Belo Horizonte (MG) no dia 05 de janeiro, filho de Braz Pellegrino, médico ilustre, e Assunta Magaldi Pellegrino, nascida no Sul da Itália.

“Quanto você faz 20 anos está de manhã olhando o sol do meio dia. Aos 60 são seis e meia da tarde e você olha a boca da noite. Mas a noite também tem seus direitos. Esses 60 anos valeram a pena. Investi na amizade, no capital erótico, e não me arrependo. A salvação está em você se dar, se aplicar aos outros. A única coisa não perdoável é não fazer. É preciso vencer esse encaramujamento narcísico, essa tendência à uteração, ao suicídio. Ser curioso. Você só se conhece conhecendo o mundo. Somos um fio nesse imenso tapete cósmico. Mas haja saco!"

(Carta a Fernando Sabino, revista pelo autor ao fazer 60 anos).



31 maio 2007

...e o Jô não aguentou...

Aproveitando-se da visita de Cris Nicolotti (aquela, do "vai tomar no cú"), Jô Soares mostra o ensaio que fez, com o sexteto, usando a dita palavra.





(quieta neguinha!!)

30 maio 2007

Burlando a Lei nº 8.313/91 (Lei Rouanet)

A Regina postou, dia 28/05/2007, sua indignação pela emenda à Lei 8.313/91 (Lei Rouanet), que permite que os projetos aprovados pelo CNIC (Comissão Nacional de Incentivo à Cultura) recebam patrocínios e doações de empresas e pessoas, que poderão abater, ainda que parcialmente, os benefícios concedidos do Imposto de Renda devido.
Essa emenda, proposta pelo senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), sobrinho de Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus), permite a construção e reforma de templos religiosos com renúncia fiscal, passando a disputar verbas com a cultura.

Se você também se indignar com tamanha desfaçatez, clique no link aí embaixo e diga à eles o que pensa a respeito.



Ao Congresso Nacional do Brasil

(E que Deus nos proteja agora e sempre, Amém).

Sargento Pimenta e o Clube dos Corações Solitários.

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Por EMAIL.

29 maio 2007

EXTRA! EXTRA!


A QUEDA DO IMPÉRIO IANQUE!!!
(Em 28 de Maio de 2007).

Agora vai...oba!

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Por email dela. (editado)

Fraquinha, mas desopila.


Um passageiro senta-se junto a um Testemunha de Jeová, em um determinado vôo.

Quando o avião decola, as aeromoças começam a distribuir bebidas. Ao chegarem junto daquele passageiro, ele lhes pede uma cuba-libre.


A aeromoça, então, pergunta ao TJ que bebida ele gostaria de tomar e ele responde, malcriado:

-Prefiro ser raptado e violado selvagemente por uma dezena de putas da Babilônia antes que uma gota de álcool toque meus lábios.

O passageiro devolve rapidamente sua cuba-libre, dizendo:

-Eu também. Não sabia que se podia escolher.
Por email, da Diévoly

28 maio 2007

Homem não chora.

Pois é. O Jargão popular nos pega pesado, fazendo com que seguremos as lágrimas o mais que podemos.
Lutamos contra saudade, dor, desamor; a depressão que nos ronda com notícias tristes.

Mas as vezes não dá.

Notícia como a partida de um amigo muito caro, dada por telefone, a distância, nos choca de tal maneira que o choro vêm, lento, enublando a visão.

Que bom que sei, já, que você não se foi, Ramiro. Deu um tempo.

Saudade.




E, com vocêêêssss.......

SAMAAANTHAAAAA.....
(Vulgo Cléia).