15 julho 2006

Proibido para:

Menores de idade.
Mulheres invejosas.
Neguinho não muito chegado.


O ontem é para sempre!

(Eu chegava até a babar no cangote das parceiras de dança).




(Um tom mais claro de palidez)

Dançamos um fandango suave
Demos cambalhotas pelo chão
Eu estava me sentindo meio enjoado
A multidão pedia bis
E o salão gritava e gritava
Enquanto o teto rodava
E quando pedimos outra bebida
O garçom trouxe uma bandeja

E então mais tarde
Enquanto o espelho contava sua história
Um rosto a princípio apenas fantasmagórico
Ganhou um tom mais claro de palidez

Você disse que não há motivo
E a verdade é fácil de se ver
Mas eu consultei as cartas do baralho
E não deixei que ela fosse
Uma entre dezesseis virgens vestais
Que partiam para o litoral
E embora meus olhos estivessem abertos
Daria no mesmo se estivessem fechados

E então mais tarde
Enquanto o espelho contava sua história
Um rosto a princípio apenas fantasmagórico
Ganhou um tom mais claro de palidez.

13 julho 2006

São, São Paulo quanta dor (dinovo).

Convenhamos!
Se algum país com 506 anos tivesse a organização, o afinco, a determinação, o poder, a força que tem o PCC, com apenas 3 anos de existência, seria a maior potência que o mundo ja viu.
Chapolin avisou, há tempos:
"SIGAM-ME OS BONS."

Eu como “quase” tudo.

Quando eu era garoto, eu comia quase de tudo. Lembro que um dos pratos que minha mãe fazia, e minhas irmãs adoravam, era macarrão alho e óleo. Eu odiava. Não comia de jeito nenhum.
Sabendo disso, minha mãe sempre fazia uma comida à parte pra mim, sempre avisando que “um dia isso vai acabar, você vai ver.”
Uma ameaça que entrava por um ouvido e saia pelo outro, afinal eu era o filho varão do papai e “podia” tudo.
Aos 12 anos lembro que sai atrasado pra escola e não tive tempo de tomar o café da manhã. Tudo bem, minha mãe me deu um dinheirinho e eu comeria algo na cantina.
Mas...pra que gastar a grana com coisa tão ‘supérflua’ como alimento se eu poderia guardar pra comprar coisas mais importantes, como figurinhas pros meus álbuns, por exemplo?
Milongueiro como sempre fui, descolei um pedaço (ínfimo) do lanche de meu “melhor amigo”, um muquirana de mão cheia.

Cheguei em casa lá pelas 2 horas da tarde, amarelo de fome.
Logo que bati a porta da frente, ouvi a voz de minha mãe, perguntando “ta com fome, filho?”, “morrendo...” respondi eu.
-Você não comeu nada na escola?
-Só uns biscoitos, menti (precisava preservar o tutu).
-Tudo bem, disse ela, vá lavar ás mãos enquanto eu tiro a comida.
Mesmo tronxo de fome, estranhei palavras tão ‘compreensivas’ dela. Mas quem entende as mães?
Sentei à mesa, já passando do amarelo moribundo pro roxo ‘cefini’. Ô fome danada. Eis que chega o prato. Fundo, e transbordando de...macarrão alho e óleo, seguido de um aviso:
-Só tem isso pra comer. Viver ou morrer, escolhe!
-Frita um bife, mãe? (angustiado).
-Não tem!
-Um ovo; só um e eu fico satisfeito!?
-Não tem!
-Arroz puro?
-Não tem!
-...Impuro? (desespero total)
-Nécas! Só tem isso que está no prato. Experimente! Você NUNCA experimentou!?

Lágrimas nos olhos e pensamentos voando: “Mãe ingrata! Como pode ela tratar assim o filho do papai? O segundo ‘homem’ daquela família?”

Olhei firmemente para o prato. Nunca, em toda a minha vida, tinha visto um prato TÃO cheio naquela casa.
Crueldade. Sacanagem pura. E partiu de minha PRÓPRIA mãe!
Lembrei-me da ameaça que sempre acompanhava meus pratos especiais quando tinha aquele ‘troço’ e pensei: “desafio, é? Vamos lá...
Primeira garfada...hum! Segunda...(parece bom)...terceira...acho que dá. Quarta, quinta...e lá se foi o prato todinho.

Acho que minha mãe estava escondida em algum canto, me observando, já que surgiu imediatamente à última garfada, dizendo: “Puxa vida! Esqueci de oferecer um queijinho ralado...fica mais gostoso ainda.”
-Tudo bem, mãe. Põe só mais um pouquinho, com queijo, agora.
E não é que ficava mais gostoso?

Hoje em dia, faço um macarrão alho e óleo dos deuses. Minha filha adora.

Depois daquela deliciosa experiência acrescentei mais um prato às minhas preferências. Acho que não faltava nenhum.

Aos 18 anos fui servir o exército (PE).
Ordem unida o dia todo, todos os dias. Marchar...marchar...pagar ‘apoio’ quando erra...20, 30, 40, 50 apoios, ou correr uns 500 metros até a árvore indicada pelo sargento, subir nela, pegar a quantidade de folhas frescas que ele determinara, no tempo determinado.

Hora do rancho. Ô fome danada. Entrar em forma, aguardar o avanço (sob sol ou sob chuva), pegar a bandeja, receber a ‘comida’, sentar e...começar. Uma eternidade. Quantas vezes eu não ouvi um “premiadooo!” e alguém erguia uma barata pela antena, jogava num canto e todos continuávamos a comer, após os risos.

Quando isso acontecia (quase sempre), eu me lembrava do de-li-ci-o-so macarrão alho e óleo que minha mãezinha fazia, e o ‘fresco’ aqui deixou de comer por tanto tempo, até a descoberta do ouro.

Pois é! Aprendi! Hoje como de tudo.

(Quer dizer...quase tudo...”Grandes lábios” com piercing? Isso não dá...sinto muitíssimo).

Assassinos de si próprios.



Ontem, 4ª feira, às 17:45 hs. estava eu, como sempre, seguindo pela Av. Paulista, conjecturando se deveria ou não traçar uma feijoada. Adoro, mas meu problema é o pós. Tinha compromisso que exigiria atenção, leveza e desempenho e uma feijóca eliminaria isso tudo em mim. Por horas.

Ao chegar defronte a um prédio, ao lado do da Caixa Econômica, vi uma multidão que não deveria estar lá. Absorto em meus pensamentos gastronômicos, pedi licença e fui atravessando...
Estanquei! O grito abafado de ‘cuidado!’ só chegou ao meu cérebro segundos depois da visão estarrecedora. Eu quase tropecei num corpo de mulher, vestido, jogado no chão, em meio a uma poça de sangue. De bruços, meio que de lado, com os olhos abertos e...olhando fixamente pra mim..
Devia ter ocorrido há pouco tempo, já que o sangue, a poça, ainda se movia lentamente, aumentando.

Automaticamente fiz uma oração silenciosa, pedindo à Deus perdão pelo ato (impensado?) daquela criatura, que, muito provavelmente, estava ali ainda, em desespero e sofrendo a pior de todas as dores: a do arrependimento.
Sei que me precipito no julgamento, ela poderia ter sido jogada por alguém, mas meus instintos mediúnicos me dizem que não, além de ter observado que ela estava sem sapatos. Suicidas que se atiram sempre os tiram. Não fiquei ali muito tempo.

Já tinha visto pessoas mortas, duas, antes.
Um homem que trabalhava num andaime que cedeu e o precipitou do 14° andar, e um outro, atropelado.
Mas a imagem da mulher me marcou. Talvez pelo impacto da visão, sem prévio aviso.
Sofro de ansiedade e, periodicamente (não sempre) de depressão. Esta última vem, principalmente, quando vejo pessoas sofrendo. Absorvo instantaneamente aquele sofrimento...e la vem ela.
Bom...segui meu caminho, agora encucado no que aquela pobre mulher pensou durante a queda. É óbvio que se arrependeu. Li diversos livros psicografados que relatam o sentimento dos suicidas, conscientes e inconscientes. Os “conscientes” foram unânimes em dizer que no exato instante do desfecho, se arrependeram.

Infelizes. Se soubessem que o sofrimento que pensavam terminar nesta vida os seguiria por muitos e muitos anos ainda, acrescidos do ato estúpido, procurariam outra saída.

Fui pra casa. Sem feijoada e com desculpas àquele compromisso.
Sem apetite pra nada.

12 julho 2006

Sean Lennon prepara seu 2º disco, oito anos após estréia.

Sean Lennon, herdeiro do ex-Beatle John Lennon, prepara o lançamento de seu segundo disco. O álbum, intitulado Friendly Fire, chega oito anos após sua estréia no mundo da música.
Sean gravou com Matt Chamberlain, Jon Brion, Yuka Honda (Cibo Matto), Harper Simon (filho de Paul Simon) e com a atriz Bijou Phillips (do filme Bully, de Larry Clark). Lennon descreve o disco como "sentir como é fazer música publicamente de novo". Entre seu disco de estréia e este novo lançamento, Lennon se limitou a colaborar com outros artistas.
Friendly Fire
tem 10 faixas, incluindo um cover de "Would I Be The One", de Marc Bolan, e é sucessor de Into The Sun, de 1998, que colocou o filho de John sob os holofotes. Lennon aproveitou e, em parceria com a diretora Michelle Civetta, criou curta-metragens para cada canção. Os filmes têm participação de Lindsay Lohan, Asia Argento (filha do lendário diretor Dario Argento), Jordana Brewster, Bijou Phillips e Carrie Fisher.

Continuando nessa saga maníaco-depressiva em que me encontro.



Heart-Shaped Box
Caixa Em Formato De Coração
(Kurt Cobain)

Ela me olha como a um Peixe quando estou fraco
Estou trancado em sua caixa
em formato de coração há uma semana
Eu fui puxado para dentro de sua caixa armadilha
Eu queria poder comer seu câncer
quando você ficar preta

Ei
Espere
Tenho uma nova reclamação
Eternamente em dívida ao seu conselho inestimavel
Odeio
Haight
Tenho uma nova reclamação
Eternamente em dívida ao seu conselho inestimavel
Ei
Espere
Tenho uma nova reclamação
Eternamente em dívida ao seu conselho inestimavel

Orquídea carnívora não perdoa ninguém
Eu mesmo cortei o meu cabelo como de anjo e respiraçao de bebe
Hímem rompido de sua alteza fui deixado no escuro
Jogue para baixo seu cordão umbilical
Para que eu possa voltar

Ei
Espere
Tenho uma nova reclamação
Eternamente em dívida ao seu conselho inestimavel
Odeio
Haight
Tenho uma nova reclamação
Eternamente em dívida ao seu conselho inestimavel
Ei
Espere
Tenho uma nova reclamação
Eternamente em dívida ao seu conselho inestimavel
Seu conselho...
Seu conselho...
Seu conselho...

10 julho 2006

Frases do Bussunda.


Para as mulheres: Não fique à procura do Príncipe encantado.
Procure o Lobo Mau: ele te enxerga melhor, te ouve melhor e ainda te come.

Pobre é foda: sempre diz que não tem nada, mas quando chove diz que perdeu tudo.

O mundo só é bom porque é uma bola, pois se fossem duas seria um saco.

O homem é o único animal que consegue estabelecer uma relação amigável com as vítimas que ele pretende comer.

A verdadeira bravura está em chegar em casa bêbado, de madrugada, todo cheio de batom, ser recebido pela mulher com uma vassoura na mão e ainda ter peito pra perguntar: vai varrer ou vai voar?

Casamento é a única instituição onde se conquista a liberdade por mau comportamento.

Para que serve a beleza interior, se o pinto não tem olho?

Mal por mal, é melhor ter o de Alzheimer que o de Parkinson, pois é melhor esquecer de pagar a cerveja do que derramar tudo no chão.

Se sair de casa e um pombo cagar em sua cabeça, relaxe e pense na perfeição da Mãe Natureza, que deu asas aos pombos e não às vacas.

AMOR EM VÁRIAS VERSÕES


Amor I

- Sabe, querida, quando você fala me faz lembrar o mar...
- Puxa, amor! Não sabia que te impressiono tanto!
- Não é que me impressione. É que enjoa.

Amor II

- Querida, vamos ter que começar a economizar.
- Tudo bem... Mas como?
- Aprenda a cozinhar e mande a empregada embora.
- Ta legal... Então aprenda a fazer amor e pode
dispensar o motorista.

Amor III

Adão e Eva passeavam pelo Paraíso. E a Eva pergunta:
- Adão, você me ama? E o Adão, resmungando:
- E eu lá tenho outra escolha?

Amor IV

O cara pergunta para a mulher:
- Querida, quando eu morrer, você vai chorar muito?
- Claro, querido. Você sabe que eu choro por qualquer besteira...

Amor V

Um casal vinha por uma estrada do interior, sem dizer uma palavra.
Uma discussão anterior havia levado a uma briga, e
nenhum dos dois queria dar o braço a torcer. Ao passarem por uma
fazenda em que havia mulas e porcos, o marido perguntou, sarcástico:
- Parentes seus?
- Sim, respondeu ela. Cunhados e a sogra!


Amor VI

-A mulher compra um kit da Tiazinha para surpreender o maridão
que há tempos não se animava.
- E aí, querido? Com quem eu fiquei parecida?
- Do pescoço pra cima com o Zorro, do pescoço pra baixo, com o
Sargento Garcia.

Amor VII

O marido decide mudar de atitude. Chega em casa todo
machão e ordena:
- Eu quero que você prepare uma refeição dos deuses para o
jantar e quando eu terminar espero uma sobremesa divina.
Depois do jantar você vai me fazer um whisky e preparar um banho
porque eu preciso relaxar. E tem mais. Quando eu terminar o banho, adivinha quem vai me
vestir e me pentear?
- O homem da funerária... respondeu placidamente a
esposa.

Amor VIII

- Querida, o que você prefere? Um homem bonito ou
inteligente?
- Nem um, nem outro. Você sabe que eu só gosto de você.