12 março 2006

A VOZ

(28/03/2006)


Sempre que alguém perguntava a um alpinista se ele não tinha medo do que fazia, ele respondia que não, porque acreditava e confiava plenamente em Deus e se sentia protegido.
E assim ele praticava seu perigoso esporte, com tanta segurança que fazia sozinho.
Um dia, no alto de uma montanha gelada, atrasou-se na descida e foi pego pela noite. Assustado, tentou prosseguir mesmo assim, pra ganhar tempo, quando um dos cravos se soltou e ele caiu alguns metros, ficando pendurado, no negrume da noite.
Sem visão alguma, lembrou-se de Deus e orou fervorosamente, rogando ajuda. Orou como alguém jamais tinha orado, com tanta intensidade que de repente uma voz forte se fez ouvir, dizendo: “Filho, nunca alguém conversou comigo com tanto amor e fé assim. Que bom se todos os meus filhos falassem comigo desse jeito”. O alpinista, ouvindo isso, pediu para que o Senhor o ajudasse a sair daquela situação, e a voz perguntou: “Você realmente crê em mim?”, e o alpinista respondeu: “De todo o meu coração e minha alma”. E a voz disse: “Então, corte a corda”.
O alpinista imediatamente pensou “Esse não pode ser Deus. Ele jamais me pediria isso. É alguém querendo me pregar uma peça”.
Testando, pediu ajuda novamente, e a voz disse: “Corte a corda”. E ele não cortou.
Foi encontrado no dia seguinte, congelado e morto, pendurado à 30 centímetros do chão.
Deus nos fala a todo instante. Nós que não queremos ouvir.
(Palestra proferida por Medrado em Salvador/BA)